
É filho do primeiro casamento de meu marido. Chegou ao Brasil, ele é peruano, com 14 anos de idade, magro e chato. Adolescente que já nasceu velho, fruto de uma educação rígida e formal, só vestia calça marron e camisa de botão. Levei logo na C&A e apliquei-lhe umas camisetas coloridas, jeans modernos,tênis e bermudas, afinal era Janeiro e iríamos fazer com ele uma viagem pelas praias brasileñas,começando pelo Espírito Santo até Recife, onde pularíamos Carnaval.
Menino Chato! Não falava nada, só comia, como frieira, tudo o que encontrava pela frente. Parecia que passava fome, tanta voracidade.
Eu tinha 24 anos, tinha tido meu primeiro filho que , na sua chegada, era um bebê de seis meses.
Então era uma pós adolescente
com um filho bebê e outro adolescendo.
Imagina!
Este menino tão bonzinho e eu tão atrapalhada aprendendo a ser mãe, a ser mulher de marido, a ser dona da casa. Ele sofreu demais comigo, coitado. Eu era uma peste, além de ciumenta.
Amanhã ele defende seu doutorado. Conquistado a duras penas, apertos financeiros, nenhuma conseção.
Nobre. Melhor filho, melhor amigo, melhor irmão. Sorriso que mostra seu coração.
Estou super orgulhosa, muito emocionada e desejo que, a partir de agora, todas as coisas boas
aconteçam e ele possa enfim ter uma vida mais tranquila e feliz!
Ele merece!
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